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Antibióticos

Nitazoxanida

16 min de leitura Atualizado em 16/08/2026 Base ANVISA

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A busca por agentes terapêuticos de amplo espectro é um dos maiores desafios da infectologia e da farmacologia clínica moderna. No cenário das doenças parasitárias e intestinais, que continuam a representar um grave problema de saúde pública global, a Nitazoxanida destaca-se como uma das inovações mais versáteis e eficazes das últimas décadas. Originalmente desenvolvida como um anti-helmíntico, essa substância revelou um espectro de ação extraordinariamente amplo, abrangendo não apenas helmintos, mas também uma vasta gama de protozoários, bactérias anaeróbias e até mesmo determinados vírus envelopados e não-envelopados.

No Brasil, a Nitazoxanida consolidou-se como um dos medicamentos mais prescritos para o tratamento empírico e direcionado de gastroenterites pediátricas e adultas. Sua capacidade de tratar simultaneamente múltiplas infecções parasitárias com um perfil de segurança altamente favorável transformou a abordagem clínica das parasitoses intestinais. Este artigo técnico-científico foi elaborado para fornecer a profissionais de saúde, estudantes e pacientes uma análise profunda, baseada em evidências clínicas, sobre a farmacologia, indicações, posologia e segurança deste importante fármaco.

O que é Nitazoxanida?

A Nitazoxanida é um fármaco sintético pertencente à classe dos antiprotozoários tiazolídicos (especificamente, um derivado sintético da salicilamida fluorada). Descoberta na década de 1970 pelo renomado químico e pesquisador francês Dr. Jean-François Rossignol, a molécula foi inicialmente estudada para uso veterinário. Contudo, suas propriedades farmacológicas singulares rapidamente direcionaram o interesse científico para a medicina humana.

A aprovação da Nitazoxanida pela Food and Drug Administration (FDA) nos Estados Unidos ocorreu no início dos anos 2000, inicialmente para o tratamento de diarreias causadas pelos protozoários Cryptosporidium parvum e Giardia lamblia em pacientes pediátricos e, posteriormente, em adultos. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) aprovou o medicamento sob o nome de referência Annita®, desenvolvido pelo laboratório Farmoquímica (FQM).

Atualmente, o medicamento está amplamente disponível no mercado farmacêutico brasileiro em duas apresentações principais, permitindo a flexibilidade posológica para diferentes faixas etárias:

  • Comprimidos revestidos de 500 mg: Indicados principalmente para adultos e adolescentes acima de 12 anos.
  • Pó para suspensão oral (20 mg/mL): Após a reconstituição com água purificada, gera uma suspensão homogênea, ideal para administração pediátrica (crianças a partir de 1 ano de idade) e pacientes com disfagia.

Mecanismo de Ação

O mecanismo de ação da Nitazoxanida é multifacetado e varia conforme o tipo de patógeno alvo, o que explica seu amplo espectro de atividade clínica. Em organismos anaeróbios, como protozoários e bactérias, o fármaco atua de forma direta e letal em vias metabólicas vitais.

Atividade Antiprotozoária e Antibacteriana

O principal alvo molecular da Nitazoxanida em protozoários (como Giardia lamblia, Entamoeba histolytica e Trichomonas vaginalis) e bactérias anaeróbias (como Clostridioides difficile) é a enzima piruvato:ferredoxina oxidorredutase (PFOR). Esta enzima desempenha um papel crucial na reação de transferência de elétrons dependente do cofator pirofosfato de tiamina, essencial para o metabolismo energético anaeróbio desses organismos.

A Nitazoxanida, através de seu metabólito ativo (a tizoxanida), interfere diretamente no estado de transição dessa reação enzimática, impedindo a transferência de elétrons entre a enzima PFOR e a ferredoxina. Sem essa via metabólica ativa, o patógeno é incapaz de gerar trifosfato de adenosina (ATP), resultando na privação energética celular e consequente morte do organismo. Importante destacar que a Nitazoxanida não afeta a enzima homóloga em humanos (a piruvato desidrogenase), o que confere ao fármaco uma excelente seletividade e baixa toxicidade para as células do hospedeiro.

Atividade Anti-helmíntica

Embora o mecanismo exato contra helmintos ainda não esteja completamente elucidado, estudos sugerem que a Nitazoxanida inibe a polimerização da tubulina parasitária e interfere em outras vias bioquímicas vitais dos vermes, resultando na paralisia neuromuscular e eliminação do parasita pelo trato digestivo.

Atividade Antiviral

Pesquisas recentes demonstraram que a Nitazoxanida possui uma potente atividade antiviral de amplo espectro in vitro e in vivo. Diferente dos antivirais tradicionais que atacam diretamente as proteínas virais (o que frequentemente gera resistência), a Nitazoxanida modula as vias celulares do hospedeiro que os vírus utilizam para sua replicação:

  • Inibição da maturação de glicoproteínas: O fármaco impede a inserção e maturação de glicoproteínas virais chave (como a hemaglutinina do vírus Influenza) no retículo endoplasmático, bloqueando a montagem e a liberação de novas partículas virais.
  • Ativação da resposta imune inata: A Nitazoxanida estimula a fosforilação do fator regulador de interferon 3 (IRF-3) e aumenta a expressão de genes estimulados por interferon (ISGs), potencializando as defesas antivirais naturais da própria célula hospedeira.

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Farmacocinética e Farmacodinâmica

A compreensão do perfil farmacocinético da Nitazoxanida é fundamental para otimizar sua eficácia clínica e evitar falhas terapêuticas.

Absorção

Após a administração por via oral, a Nitazoxanida é rapidamente absorvida pelo trato gastrintestinal. No entanto, o fármaco sofre uma hidrólise pré-sistêmica quase instantânea. A presença de alimentos no estômago aumenta significativamente a biodisponibilidade da Nitazoxanida, elevando a área sob a curva (AUC) plasmática em até duas vezes. Por esta razão, o medicamento deve ser obrigatoriamente administrado acompanhado de alimentos.

Metabolismo

A Nitazoxanida funciona essencialmente como um pró-fármaco. No sangue e nos tecidos, ela é imediatamente desacetilada por esterases plasmáticas, transformando-se em seu metabólito ativo primário, a tizoxanida. Posteriormente, a tizoxanida sofre conjugação hepática por glicuronidação, convertendo-se em glicuronídeo de tizoxanida, que também retém atividade farmacológica significativa. A meia-vida de eliminação plasmática da tizoxanida é de aproximadamente 1 a 1,6 horas.

Distribuição e Ligação Proteica

A tizoxanida apresenta uma taxa de ligação a proteínas plasmáticas extremamente alta, superior a 99% (ligando-se predominantemente à albumina sérica). Devido a essa alta taxa de ligação, deve-se ter cautela ao coadministrar o fármaco com outros medicamentos de estreita faixa terapêutica que também se ligam fortemente às proteínas plasmáticas.

Excreção

A eliminação da Nitazoxanida ocorre por vias mistas:

  • Aproximadamente dois terços (2/3) da dose administrada são excretados através das fezes, na forma de tizoxanida não absorvida ou excretada por via biliar.
  • Aproximadamente um terço (1/3) é excretado pela urina, principalmente na forma de glicuronídeo de tizoxanida. Esta excreção urinária confere à urina uma coloração amarelada/esverdeada brilhante característica, um efeito colateral benigno que deve ser previamente informado ao paciente.

Indicações Terapêuticas

A versatilidade da Nitazoxanida permite que ela seja indicada para uma ampla gama de infecções intestinais e sistêmicas. No Brasil, suas principais indicações aprovadas pela ANVISA incluem:

1. Gastroenterites de Origem Protozoária

  • Giardíase: Infecção causada pelo protozoário flagelado Giardia lamblia (também conhecida como Giardia duodenalis), caracterizada por diarreia crônica, esteatorreia, cólicas abdominais e perda de peso.
  • Criptosporidíase: Infecção pelo esporozoário Cryptosporidium parvum, uma causa comum de diarreia aquosa grave em crianças e pacientes imunocomprometidos (como portadores de HIV/AIDS).
  • Amebíase intestinal: Disenteria causada por Entamoeba histolytica, atuando tanto nas formas de trofozoítos quanto de cistos localizados no lúmen intestinal.
  • Blastocistose e Balantidíase: Infecções causadas por Blastocystis hominis e Balantidium coli, respectivamente.

2. Helmintíases Intestinais (Verminoses)

A Nitazoxanida possui excelente eficácia contra nematódeos, cestódeos e trematódeos, sendo amplamente utilizada em tratamentos empíricos de amplo espectro de verminoses:

  • Ascaridíase: Infecção por Ascaris lumbricoides (lombriga).
  • Enterobíase (Oxiuríase): Infecção por Enterobius vermicularis, caracterizada por prurido anal noturno intenso.
  • Ancilostomíase: Infecção por Ancylostoma duodenale ou Necator americanus (causadores do “amarelão”).
  • Tricuríase: Infecção por Trichuris trichiura.
  • Estrongiloidíase: Infecção oportunista por Strongyloides stercoralis.
  • Teníase e Himenolepíase: Infecções causadas por parasitas da classe Cestoda, como Taenia saginata, Taenia solium (solitárias) e Hymenolepis nana.
  • Fasciolíase: Infecção hepática e biliar causada pelo trematódeo Fasciola hepatica.

3. Gastroenterites Virais (Uso Clínico Expandido)

A Nitazoxanida é frequentemente prescrita para o tratamento de diarreias de etiologia viral presumida ou confirmada, causadas por Rotavírus e Norovírus. Estudos clínicos demonstram que o início precoce do tratamento reduz significativamente a duração do quadro diarreico, a intensidade dos sintomas e a necessidade de hospitalização para reidratação endovenosa.

Posologia e Forma de Uso

A dose recomendada de Nitazoxanida varia de acordo com a idade, peso corporal e a patologia específica a ser tratada. Para garantir a máxima eficácia terapêutica, o medicamento deve ser administrado juntamente com alimentos.

Preparação da Suspensão Oral

A apresentação em pó para suspensão oral exige reconstituição antes do uso. O profissional de saúde deve orientar o paciente ou responsável a seguir rigorosamente os passos abaixo:

  1. Agitar o frasco ainda fechado para soltar o pó do fundo.
  2. Adicionar água filtrada ou fervida (fria) até a marca de indicação gravada no rótulo do frasco.
  3. Fechar bem o frasco e agitar vigorosamente até obter uma suspensão homogênea.
  4. Se necessário, completar novamente com água até a marca e agitar mais uma vez.
  5. A suspensão reconstituída deve ser mantida em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C) e é válida por apenas 7 dias após a preparação. Agitar sempre antes de usar.

Contraindicações

Embora a Nitazoxanida apresente um excelente perfil de tolerabilidade, existem cenários clínicos específicos nos quais seu uso é estritamente contraindicado ou deve ser evitado devido à escassez de dados de segurança:

Contraindicações Absolutas

  • Hipersensibilidade conhecida: Pacientes com histórico de reações alérgicas graves (como anafilaxia, angioedema ou urticária grave) à Nitazoxanida ou a qualquer um dos excipientes da fórmula.
  • Crianças menores de 1 ano de idade: A segurança e a eficácia da Nitazoxanida em lactentes com menos de 12 meses não foram estabelecidas em ensaios clínicos controlados.

Contraindicações Relativas e Precauções

  • Insuficiência Hepática Grave: Uma vez que o metabolismo do fármaco envolve vias hepáticas e excreção biliar significativa, pacientes com cirrose avançada, hepatite ativa ou disfunção hepática grave devem evitar o uso, a menos que os benefícios superem claramente os riscos potenciais.
  • Insuficiência Renal Grave: Como parte do fármaco é eliminada pelos rins, a administração em pacientes com taxa de filtração glomerular substancialmente reduzida deve ser feita com extrema cautela e monitoramento clínico rigoroso.
  • Diabetes Mellitus: A apresentação em pó para suspensão oral contém açúcar (sacarose). Portanto, deve ser administrada com cautela em pacientes diabéticos, monitorando-se a glicemia capilar, ou optando-se por alternativas terapêuticas livres de açúcar quando apropriado.

Efeitos Colaterais

A maioria dos pacientes que utilizam Nitazoxanida tolera o medicamento extremamente bem. Os efeitos adversos relatados são, em sua grande maioria, de intensidade leve a moderada e de caráter transitório, cessando espontaneamente após a conclusão do ciclo de tratamento.

Alteração Benigna da Cor dos Fluidos Corporais

Um dos efeitos mais característicos da Nitazoxanida é a alteração da cor da urina para um tom amarelo-esverdeado ou amarelo brilhante intenso. Ocasionalmente, essa coloração pode ser observada também na esclera (o “branco” dos olhos), no sêmen ou no suor. Trata-se de um fenômeno puramente farmacológico e totalmente inofensivo, decorrente da cor amarela natural do metabólito ativo tizoxanida. Não indica lesão renal ou hepática.

Interações Medicamentosas

Devido ao seu perfil de metabolização por esterases plasmáticas e conjugação biliar/renal (sem dependência significativa das enzimas do citocromo P450 hepático), a Nitazoxanida apresenta um risco relativamente baixo de interações medicamentosas mediadas por vias metabólicas clássicas. No entanto, sua altíssima afinidade pelas proteínas plasmáticas exige atenção especial em cenários específicos.

Interações Farmacocinéticas Relevantes

  • Anticoagulantes Orais (ex: Varfarina): A tizoxanida pode deslocar a varfarina de seus sítios de ligação na albumina plasmática, aumentando a fração livre do anticoagulante no sangue. Isso pode elevar o risco de sangramentos. Recomenda-se monitorar rigorosamente o Tempo de Protrombina / RNI (Relação Normalizada Internacional) durante o tratamento concomitante e nos dias imediatamente posteriores.
  • Anticonvulsivantes (ex: Fenitoína, Ácido Valproico): Semelhante à varfarina, estes fármacos possuem alta taxa de ligação proteica. O deslocamento proteico pode alterar seus níveis terapêuticos séricos, exigindo monitoramento clínico e ajuste de dose se necessário.

Uso em Populações Especiais

O manejo clínico de subgrupos populacionais específicos exige avaliações individualizadas de risco-benefício.

Gestantes (Gravidez)

A Nitazoxanida está classificada na Categoria B de Risco na Gravidez. Estudos de reprodução animal realizados em ratos e coelhos com doses muito superiores às terapêuticas humanas não demonstraram evidências de teratogenicidade ou toxicidade fetal. No entanto, não existem estudos controlados e adequados em mulheres grávidas. Portanto, o uso de Nitazoxanida durante a gestação deve ser restrito a casos de real necessidade, sob estrita recomendação e supervisão médica.

Lactantes (Amamentação)

Ainda não se sabe se a Nitazoxanida ou seu metabólito ativo, a tizoxanida, são excretados no leite materno humano. Devido à alta ligação proteica do fármaco, a quantidade transferida ao lactente tende a ser pequena, mas a segurança absoluta não está documentada. A decisão de amamentar durante o tratamento deve considerar os benefícios da amamentação para a criança e os benefícios do tratamento para a mãe.

Pediatria

O uso é amplamente validado e seguro para crianças a partir de 1 ano de idade, utilizando-se preferencialmente a formulação em suspensão oral para garantir a precisão posológica de acordo com a idade e peso.

Idosos

Não há recomendações de ajuste de dose específicas para pacientes idosos. Contudo, como este grupo apresenta maior prevalência de disfunções renais, hepáticas ou cardíacas subclínicas, além de polifarmácia, o tratamento deve ser iniciado com cautela e acompanhamento médico próximo.

Superdosagem

Os relatos de superdosagem aguda com Nitazoxanida na literatura médica são extremamente raros. Devido à baixa absorção sistêmica relativa e à rápida eliminação, o fármaco apresenta uma ampla margem de segurança.

Sinais e Sintomas

Em caso de ingestão acidental ou intencional de doses maciças, espera-se uma exacerbação dos efeitos colaterais gastrintestinais comuns, incluindo:

  • Dor abdominal intensa e cólicas.
  • Náuseas e vômitos persistentes.
  • Diarreia profusa.

Tratamento

Não existe um antídoto específico para a Nitazoxanida. O manejo da superdosagem baseia-se em medidas de suporte geral e sintomáticas:

  • Esvaziamento gástrico: Lavagem gástrica imediata pode ser considerada se o paciente for atendido logo após a ingestão.
  • Carvão ativado: Pode ser administrado para reduzir a absorção do fármaco no trato gastrintestinal.
  • Hidratação: Reposição vigorosa de fluidos e eletrólitos por via oral ou intravenosa para compensar perdas por diarreia ou vômitos.
  • Monitoramento das funções hepática e renal.

☠️ Superdosagem (Overdose)

🚨 Em caso de superdosagem: ligue imediatamente para o SAMU (192) ou vá ao pronto-socorro.

Medicamentos Genéricos e Similares

Após a expiração da patente do medicamento de referência (Annita®), a ANVISA concedeu registro para diversas versões genéricas e similares da Nitazoxanida no Brasil. Todos os genéricos passam por rigorosos testes de bioequivalência e biodisponibilidade para assegurar que possuem exatamente a mesma eficácia, segurança e qualidade do medicamento original.

Ao adquirir o medicamento, o consumidor pode optar pelo genérico (identificado apenas pelo nome do princípio ativo “Nitazoxanida” e pela tarja amarela com a letra “G”) ou por outras marcas similares consolidadas no mercado farmacêutico nacional, como:

  • Azox® (Laboratório Biolab)
  • Noxon® (Laboratório Legrand)
  • Zoxan® (Laboratório Eurofarma)

Comparativo com Medicamentos da Mesma Classe

Embora a Nitazoxanida seja única em sua categoria farmacológica direta (antiprotozoários tiazolídicos), ela frequentemente compete clinicamente com outros agentes antiparasitários tradicionais de amplo espectro, como o Metronidazol, o Secnidazol e o Albendazol.

Registro na ANVISA

A Nitazoxanida é um medicamento devidamente registrado e regulamentado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Para fins de dispensação, o medicamento enquadra-se na categoria de Venda sob Prescrição Médica.

Durante o período crítico da pandemia de COVID-19, a Nitazoxanida foi temporariamente incluída na lista de substâncias controladas da Portaria 344/98 (exigindo receita de controle especial em duas vias). No entanto, após a normalização do cenário epidemiológico e a comprovação científica de sua ineficácia para o tratamento ou prevenção da COVID-19, o medicamento retornou ao seu status original de controle. Atualmente, exige apenas a apresentação da receita médica simples comum para sua aquisição comercial.

ANVISA — Agência Nacional de Vigilância Sanitária

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Perguntas Frequentes sobre Nitazoxanida

Onde Comprar Nitazoxanida?

A Nitazoxanida pode ser facilmente encontrada em redes de farmácias físicas e drogarias online em todo o território nacional. Por se tratar de um medicamento de venda sob prescrição, sua compra exige a apresentação da receita médica física ou digital válida.

O preço médio do medicamento pode variar substancialmente dependendo da região geográfica, da marca escolhida (referência, similar ou genérico) e de programas de fidelidade das farmácias. Em média, a apresentação em comprimidos de 500 mg (caixa com 6 comprimidos) varia entre R$ 40,00 e R$ 90,00, enquanto a suspensão oral infantil de 20 mg/mL varia entre R$ 35,00 e R$ 75,00. Recomenda-se realizar pesquisas de preço e priorizar laboratórios farmacêuticos confiáveis e certificados pela ANVISA.

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  • Drogasmil
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Fonte e revisão

Conteúdo baseado no Bulário Eletrônico da ANVISA, disponível em consultas.anvisa.gov.br. Publicado em 16/08/2026 e revisado em 16/08/2026. Encontrou alguma divergência? Avise a gente.

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