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Medicamentos para Pressão e Coração

Diltiazem

17 min de leitura Atualizado em 22/08/2026 Base ANVISA

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O universo da cardiologia e da farmacologia cardiovascular conta com uma vasta gama de medicamentos projetados para regular o intrincado sistema hemodinâmico do corpo humano. Entre essas substâncias, o Cloridrato de Diltiazem destaca-se como um dos fármacos mais versáteis, seguros e amplamente prescritos no manejo de patologias cardiovasculares de alta prevalência, como a hipertensão arterial sistêmica, a angina de peito (tanto estável quanto vasospástica) e determinadas arritmias supraventriculares.

Como um representante clássico dos bloqueadores dos canais de cálcio (BCC), o diltiazem ocupa uma posição terapêutica singular. Ao contrário de outros bloqueadores que atuam de forma quase exclusiva nos vasos sanguíneos ou diretamente no tecido cardíaco, este composto de classe benzotiazepínica oferece uma atuação equilibrada. Ele promove tanto a dilatação das artérias coronárias e periféricas quanto a desaceleração controlada da condução elétrica cardíaca, garantindo um perfil terapêutico altamente eficaz e adaptável às necessidades clínicas de milhões de pacientes ao redor do mundo.

Neste artigo completo, desenvolvido sob rigor científico e clínico, exploraremos detalhadamente a farmacologia, a posologia, as indicações, as contraindicações e as nuances clínicas do diltiazem, servindo como um guia definitivo tanto para profissionais de saúde em busca de atualização técnica quanto para pacientes que desejam compreender a fundo o seu tratamento.

O que é Diltiazem?

O Cloridrato de Diltiazem é um fármaco pertencente à classe dos bloqueadores dos canais de cálcio (também conhecidos como antagonistas do cálcio), especificamente dentro do subgrupo químico das benzotiazepinas. Descoberto e desenvolvido na década de 1970, o diltiazem representou um marco na terapia cardiovascular por preencher a lacuna entre as diidropiridinas (como a nifedipina e a anlodipina, que possuem ação predominantemente vascular) e as fenilalquilaminas (como o verapamil, que exibe uma ação marcadamente cardiodepressora).

No Brasil, a substância foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) há décadas e consolidou-se como um medicamento essencial na cardiologia clínica. O diltiazem está disponível no mercado farmacêutico brasileiro sob diversas formas de apresentação, incluindo comprimidos de liberação imediata (geralmente de 30 mg e 60 mg) e formulações de liberação prolongada ou controlada (com doses que variam de 90 mg, 120 mg, 180 mg, 240 mg até 300 mg, frequentemente designadas pelas siglas SR, AP, CD ou Retard). Essa diversidade de apresentações permite que o médico assistente ajuste o regime de administração de acordo com o perfil hemodinâmico do paciente e a patologia a ser tratada.

As marcas comerciais mais conhecidas no cenário nacional incluem o Cardizem (medicamento de referência desenvolvido originalmente pela Biolab), Balcor (Baldacci) e Angiolong, além de uma ampla disponibilidade de medicamentos genéricos de alta qualidade produzidos pelos principais laboratórios nacionais.

Mecanismo de Ação

O mecanismo de ação do diltiazem fundamenta-se na sua capacidade de bloquear seletivamente a entrada de íons cálcio extracelulares através das membranas das células musculares cardíacas (miócitos) e das células musculares lisas vasculares. Este bloqueio ocorre especificamente nos canais de cálcio voltagem-dependentes do tipo L (canais lentos de cálcio).

O cálcio desempenha um papel fundamental no acoplamento excitação-contração no tecido muscular e na propagação dos impulsos elétricos no tecido de condução do coração. Ao inibir o influxo de cálcio durante a fase de despolarização celular, o diltiazem promove os seguintes efeitos fisiológicos e farmacológicos integrados:

1. Vasodilatação Coronariana e Sistêmica

Ao relaxar a musculatura lisa das paredes arteriais, o diltiazem reduz a resistência vascular periférica, resultando em uma diminuição direta da pressão arterial sistêmica (efeito anti-hipertensivo). Nas artérias coronárias, essa vasodilatação aumenta o fluxo sanguíneo miocárdico e melhora a oferta de oxigênio ao músculo cardíaco, prevenindo episódios de isquemia e angina.

2. Efeito Cronotrópico Negativo (Redução da Frequência Cardíaca)

O diltiazem atua diretamente nas células do nó sinoatrial (SA), diminuindo a taxa de despolarização espontânea na fase 4 do potencial de ação. Isso reduz a frequência cardíaca intrínseca, o que diminui substancialmente o consumo miocárdico de oxigênio (MVO2) e alivia a sobrecarga de trabalho do coração.

3. Efeito Dromotrópico Negativo (Retardo da Condução Atrioventricular)

Uma das propriedades eletrofisiológicas mais importantes do diltiazem (que o classifica também como um antiarrítmico da Classe IV de Vaughan Williams) é o prolongamento do período refratário e do tempo de condução no nó atrioventricular (AV). Esse efeito é crucial para desacelerar a resposta ventricular em pacientes com taquiarritmias supraventriculares, como a fibrilação atrial e o flutter atrial.

4. Efeito Inotrópico Negativo Moderado

Embora o diltiazem reduza a força de contração do miocárdio ao limitar a disponibilidade de cálcio intracelular, esse efeito inotrópico negativo é clinicamente moderado e frequentemente compensado pela diminuição da pós-carga (resistência contra a qual o coração precisa bombear o sangue). No entanto, esse fator exige cautela extrema em pacientes com disfunção ventricular esquerda preexistente.

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Farmacocinética e Farmacodinâmica

A compreensão do perfil farmacocinético do diltiazem é essencial para a otimização terapêutica e para evitar toxicidades decorrentes de acúmulo plasmático ou interações medicamentosas.

Absorção

O cloridrato de diltiazem administrado por via oral apresenta uma absorção gastrintestinal rápida e quase completa (superior a 90%). No entanto, sua biodisponibilidade absoluta varia entre 40% e 45% devido a um efeito de primeira passagem hepática altamente significativo. Quando formulado em sistemas de liberação prolongada, a taxa de absorção é intencionalmente lentificada, resultando em níveis plasmáticos mais estáveis ao longo de 12 a 24 horas, reduzindo os picos de concentração plasmática (Cmax) e minimizando efeitos adversos agudos.

Distribuição

O diltiazem possui alta lipofilia e exibe um volume de distribuição aparente elevado (aproximadamente 3 a 5 L/kg). O fármaco liga-se extensamente às proteínas plasmáticas (cerca de 70% a 80%), principalmente à albumina e à alfa-1-glicoproteína ácida. Ele atravessa a barreira placentária e é excretado no leite materno em concentrações terapeuticamente relevantes.

Metabolismo

O metabolismo do diltiazem ocorre quase inteiramente no fígado através de processos de desacetilação, N-desmetilação e O-desmetilação, mediados predominantemente pelo sistema enzimático do citocromo P450, com destaque para a isoenzima CYP3A4. O principal metabólito ativo, o desacetildiltiazem, acumula-se no plasma e possui cerca de 25% a 50% da atividade coronariana e eletrofisiológica do composto original. Outros metabólitos formados são inativos ou apresentam atividade farmacológica desprezível.

Excreção

Apenas 2% a 4% do diltiazem inalterado é excretado diretamente pelos rins. A maior parte do fármaco é eliminada na forma de metabólitos através da bile e das fezes (cerca de 60% a 65%), sendo o restante eliminado por via renal. A meia-vida de eliminação plasmática após administração de doses únicas de liberação imediata é de aproximadamente 3 a 4,5 horas, estendendo-se para 5 a 8 horas (ou mais) nas formulações de liberação prolongada ou em tratamentos crônicos devido ao acúmulo e saturação metabólica parcial.

Indicações Terapêuticas

O diltiazem possui indicações clínicas bem estabelecidas por diretrizes nacionais e internacionais de cardiologia. Suas principais aplicações terapêuticas aprovadas pela ANVISA incluem:

  • Angina de Peito Estável (Angina de Esforço): Indicado para o manejo profilático a longo prazo da dor precordial de origem isquêmica, reduzindo a frequência dos ataques anginosos e aumentando a tolerância ao esforço físico.
  • Angina Vasospástica (Angina de Prinzmetal ou Angina Variante): É considerado uma das terapias de primeira escolha devido à sua potente ação espasmolítica direta sobre as artérias coronárias epicárdicas.
  • Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS): Utilizado como monoterapia ou em associação com outros anti-hipertensivos para o controle pressórico, sendo especialmente útil em pacientes hipertensos que também apresentam coronariopatia ou taquiarritmias associadas.
  • Controle da Frequência Cardíaca em Taquiarritmias Supraventriculares: Utilizado no manejo crônico ou agudo (em ambiente hospitalar) para reduzir a resposta ventricular rápida em pacientes com fibrilação atrial crônica, flutter atrial ou para a prevenção e reversão de episódios de taquicardia supraventricular paroxística (TSVP).

Uso Off-Label (Não aprovado em bula, mas clinicamente fundamentado)

Em circunstâncias específicas, o diltiazem pode ser prescrito de forma off-label:

  • Fissura Anal Crônica: Formulações tópicas de diltiazem manipulado a 2% são amplamente utilizadas para promover o relaxamento do esfíncter anal interno, reduzindo a dor e facilitando a cicatrização local sem os efeitos colaterais sistêmicos dos nitratos tópicos.
  • Profilaxia da Enxaqueca: Embora menos comum que o verapamil, o diltiazem é ocasionalmente utilizado como terapia preventiva em pacientes que não toleram betabloqueadores ou outros profiláticos tradicionais.
  • Fenômeno de Raynaud: Auxilia na redução da frequência e gravidade dos episódios de vasoespasmo digital induzidos pelo frio ou estresse emocional.

Posologia e Forma de Uso

A posologia do diltiazem deve ser estritamente individualizada pelo médico assistente, levando em consideração a patologia de base, a gravidade dos sintomas, a idade do paciente e a presença de comorbidades (como disfunção renal ou hepática).

Os comprimidos de liberação imediata devem ser administrados por via oral, geralmente divididos em 3 a 4 tomadas diárias, de preferência antes das refeições e ao deitar. Já as formulações de liberação prolongada (AP, SR, CD) são projetadas para administração em dose única diária ou dividida em duas tomadas, devendo ser deglutidas inteiras, sem mastigar, partir ou triturar, para preservar a integridade do mecanismo de liberação controlada do fármaco.

Contraindicações

O uso do diltiazem é formalmente contraindicado em diversas situações clínicas onde o bloqueio dos canais de cálcio pode exacerbar disfunções hemodinâmicas ou eletrofisiológicas graves. As contraindicações absolutas incluem:

  • Disfunção do Nó Sinoatrial (Síndrome do Nó Sinusal Sick): Exceto se o paciente for portador de um marcapasso artificial funcionante. O diltiazem pode induzir bradicardia sinusal grave ou parada sinusal.
  • Bloqueio Atrioventricular (BAV) de Segundo ou Terceiro Grau: Também exceto na presença de marcapasso cardíaco funcional, devido ao risco de bloqueio cardíaco total e assistolia.
  • Hipotensão Arterial Grave: Definida por níveis de pressão arterial sistólica inferiores a 90 mmHg, pois a vasodilatação induzida pelo fármaco pode precipitar choque circulatório.
  • Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) com Congestão Pulmonar: Pacientes com evidência radiológica ou clínica de insuficiência ventricular esquerda aguda e congestão pulmonar não devem receber diltiazem devido ao seu efeito inotrópico negativo.
  • Insuficiência Cardíaca Congestiva com Fração de Ejeção Reduzida (ICFEr): O uso de bloqueadores de canais de cálcio não diidropiridínicos pode descompensar gravemente a função de bomba do coração nesses indivíduos.
  • Fibrilação Atrial ou Flutter Atrial Associados a Vias Acessórias (Síndrome de Wolff-Parkinson-White ou Lown-Ganong-Levine): O bloqueio do nó AV pelo diltiazem pode desviar preferencialmente a condução elétrica pela via acessória aberrante, levando a frequências ventriculares extremamente elevadas e potencialmente fatais (fibrilação ventricular).
  • Hipersensibilidade Conhecida ao Fármaco: Pacientes com histórico de reações alérgicas graves ao diltiazem ou a qualquer componente da formulação.

Efeitos Colaterais

O diltiazem é geralmente bem tolerado pela maioria dos pacientes, apresentando um perfil de segurança favorável quando prescrito nas doses recomendadas. No entanto, como qualquer fármaco ativo, pode desencadear reações adversas decorrentes de sua ação farmacológica sistêmica.

Interações Medicamentosas

O diltiazem apresenta um potencial significativo para interações medicamentosas clinicamente relevantes, decorrente de seu efeito inibidor moderado sobre a enzima CYP3A4 do citocromo P450 e da glicoproteína-P (P-gp), além de seus efeitos farmacodinâmicos aditivos no coração.

Interações Farmacodinâmicas (Efeito Aditivo no Coração)

  • Betabloqueadores (ex: Atenolol, Metoprolol, Carvedilol): A coadministração por via oral (e especialmente por via intravenosa) aumenta exponencialmente o risco de bradicardia severa, bloqueio atrioventricular avançado e depressão acentuada da contratilidade miocárdica. Essa associação exige monitoramento eletrocardiográfico rigoroso e ajuste cauteloso de doses.
  • Digoxina: O diltiazem pode aumentar os níveis plasmáticos de digoxina em até 20% a 50% por redução de seu clearance renal e não renal, além de somar efeitos depressores na condução do nó AV. Recomenda-se monitorar os níveis de digoxina e reduzir sua dose se necessário.
  • Outros Antiarrítmicos (ex: Amiodarona, Propafenona): Risco aumentado de bradicardia e parada cardíaca.

Interações Farmacocinéticas (Inibição do CYP3A4)

  • Estatinas (especialmente Simvastatina e Atorvastatina): O diltiazem inibe o metabolismo dessas estatinas pela via CYP3A4, elevando significativamente suas concentrações plasmáticas e aumentando o risco de miopatia e rabdomiólise. Recomenda-se limitar a dose de simvastatina a no máximo 20 mg/dia quando associada ao diltiazem.
  • Imunossupressores (Ciclosporina, Tacrolimus, Sirolimus): O diltiazem reduz a depuração hepática desses fármacos, elevando seus níveis séricos e aumentando o risco de nefrotoxicidade grave. O monitoramento terapêutico das concentrações de imunossupressores é obrigatório.
  • Anticonvulsivantes (Carbamazepina, Fenitoína): Elevação substancial dos níveis plasmáticos de carbamazepina, podendo induzir sinais de toxicidade neurológica (ataxia, nistagmo, diplopia).

Uso em Populações Especiais

O manejo clínico com diltiazem em grupos populacionais específicos exige atenção redobrada do prescritor para mitigar riscos de toxicidade e garantir a eficácia do tratamento.

Superdosagem

A ingestão acidental ou intencional de doses excessivas de diltiazem pode resultar em um quadro de toxicidade cardiovascular grave e potencialmente fatal. Os sintomas clínicos manifestam-se rapidamente e refletem a exacerbação dos efeitos farmacológicos do medicamento.

Sinais e Sintomas de Intoxicação

  • Hipotensão arterial profunda e refratária (choque cardiogênico e distributivo).
  • Bradicardia sinusal extrema e parada sinusal.
  • Bloqueio atrioventricular de alto grau (2º ou 3º grau).
  • Insuficiência cardíaca congestiva aguda.
  • Acidose metabólica.
  • Alterações do estado mental, confusão, sonolência e coma.
  • Hiperglicemia (devido à inibição da liberação de insulina mediada por canais de cálcio nas células beta pancreáticas).

Tratamento de Emergência

O manejo da superdosagem por diltiazem deve ser realizado exclusivamente em ambiente de terapia intensiva (UTI) e envolve medidas de suporte hemodinâmico agressivo:

  1. Descontaminação Gastrintestinal: Lavagem gástrica e administração de carvão ativado podem ser úteis se realizadas nas primeiras horas após a ingestão. Para formulações de liberação prolongada, a irrigação intestinal total com solução de polietilenoglicol pode ser considerada.
  2. Cálcio Intravenoso (Antídoto Fisiológico): Administração de Gluconato de Cálcio a 10% ou Cloreto de Cálcio a 10% por via intravenosa direta para reverter a depressão miocárdica e a hipotensão.
  3. Suporte Inotrópico e Vasopressor: Infusão contínua de aminas vasoativas como Noradrenalina (para hipotensão severa) e Dobutamina ou Isoproterenol (para bradicardia e baixo débito).
  4. Atropina: Administrada por via intravenosa para tratar a bradicardia sinusal e o bloqueio AV, embora frequentemente seja ineficaz em intoxicações graves.
  5. Terapia de Emulsão Lipídica Intravenosa (Intralipid): Pode ser considerada em casos refratários como terapia de resgate para sequestrar o diltiazem (altamente lipofílico) do compartimento vascular.
  6. Marcapasso Cardíaco Transcutâneo ou Transvenoso Temporário: Indicado em casos de bradiarritmias hemodinamicamente instáveis e refratárias ao tratamento farmacológico.

☠️ Superdosagem (Overdose)

🚨 Em caso de superdosagem: ligue imediatamente para o SAMU (192) ou vá ao pronto-socorro.

Medicamentos Genéricos e Similares

O mercado farmacêutico brasileiro dispõe de uma ampla variedade de opções contendo Cloridrato de Diltiazem, o que facilita o acesso ao tratamento para diferentes classes socioeconômicas. A intercambialidade entre o medicamento de referência, os genéricos e os similares deve seguir estritamente as normativas estabelecidas pela ANVISA.

O medicamento de referência pioneiro no Brasil é o Cardizem (Biolab Sanus). Medicamentos genéricos são comercializados sob a denominação comum brasileira “Cloridrato de Diltiazem” por laboratórios de grande porte como Medley, EMS, Eurofarma, Neo Química, Biosintética e Germed. Estes genéricos passam por rigorosos testes de bioequivalência e biodisponibilidade para assegurar que possuem exatamente a mesma eficácia e segurança do produto de referência.

Entre os medicamentos similares equivalentes (que possuem marca própria, mas comprovaram equivalência terapêutica ao de referência), destacam-se o Balcor (Baldacci) e o Angiolong (Biolab), ambos amplamente prescritos no país.

Comparativo com Medicamentos da Mesma Classe

Embora todos pertençam à classe dos bloqueadores dos canais de cálcio, existem diferenças fundamentais entre o diltiazem, as diidropiridinas (representadas pela anlodipina) e as fenilalquilaminas (representadas pelo verapamil). Essas diferenças residem principalmente na seletividade tecidual de cada molécula.

Registro na ANVISA

O Cloridrato de Diltiazem é um medicamento devidamente registrado e regulamentado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Ele está classificado na categoria de medicamentos de venda sob prescrição médica (tarja vermelha comum), não estando sujeito ao controle especial da Portaria 344/98 (sem necessidade de receita carbonada ou de cor especial).

Os registros ativos abrangem tanto as formas de liberação imediata quanto as de liberação prolongada, garantindo que os produtos comercializados em território nacional cumpram com os padrões internacionais de boas práticas de fabricação, pureza do princípio ativo e estabilidade da formulação.

ANVISA — Agência Nacional de Vigilância Sanitária

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Perguntas Frequentes sobre Diltiazem

Onde Comprar Diltiazem?

O diltiazem é um medicamento de fácil acesso e pode ser adquirido em praticamente todas as redes de farmácias e drogarias físicas do Brasil, bem como em plataformas de comércio eletrônico farmacêutico autorizadas pela ANVISA.

Para a compra, é obrigatória a apresentação da receita médica simples (receita branca comum), que deve ser retida visualmente pelo farmacêutico ou apenas apresentada no ato da compra. O preço do diltiazem varia consideravelmente dependendo da dosagem (30mg a 300mg), do tipo de liberação (imediata ou prolongada), da marca (referência, similar ou genérico) e do laboratório fabricante. Recomenda-se pesquisar preços e utilizar programas de fidelidade de laboratórios ou descontos de convênio para obter melhores condições de aquisição.

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    CLORIDRATO DE FEXOFENADINA 120MG 10CP

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Fonte e revisão

Conteúdo baseado no Bulário Eletrônico da ANVISA, disponível em consultas.anvisa.gov.br. Publicado em 22/08/2026 e revisado em 22/08/2026. Encontrou alguma divergência? Avise a gente.

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