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Medicamentos para Pressão e Coração

Bisoprolol

16 min de leitura Atualizado em 20/08/2026 Base ANVISA

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As doenças cardiovasculares continuam sendo a principal causa de morbidade e mortalidade em todo o mundo. No arsenal terapêutico da cardiologia moderna, os betabloqueadores desempenham um papel fundamental, evoluindo de compostos não seletivos para moléculas altamente direcionadas. Entre estas, o Fumarato de Bisoprolol destaca-se como um dos betabloqueadores cardioseletivos mais prescritos e estudados, consolidando-se como terapia de primeira linha no manejo da hipertensão arterial, da angina pectoris e, crucialmente, da insuficiência cardíaca crônica com fração de ejeção reduzida.

A relevância clínica do bisoprolol reside na sua capacidade de modular a resposta do organismo ao estresse simpático sem induzir os efeitos colaterais sistêmicos associados aos bloqueadores adrenérgicos de primeira geração. Este artigo oferece uma análise médica detalhada, baseada em evidências clínicas e dados farmacológicos consolidados, abordando desde seus mecanismos moleculares até suas aplicações práticas no cotidiano clínico, servindo como um guia de referência completo para profissionais de saúde e pacientes.

O que é Bisoprolol?

O bisoprolol, administrado sob a forma de fumarato de bisoprolol, é um agente bloqueador altamente seletivo dos receptores beta-1 (β1) adrenérgicos, desprovido de atividade simpaticomimética intrínseca (ASI) significativa e sem propriedades clinicamente relevantes de estabilização de membrana. Desenvolvido no final do século XX e amplamente estudado em grandes ensaios clínicos internacionais (como o célebre estudo CIBIS), o bisoprolol revolucionou o tratamento da insuficiência cardíaca ao demonstrar uma redução drástica na mortalidade cardiovascular.

No mercado farmacêutico brasileiro, o medicamento foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e está disponível tanto sob a forma de medicamento de referência — cujo nome comercial pioneiro é o Concor® (produzido pela Merck) — quanto em uma ampla gama de medicamentos genéricos e similares equivalentes. Ele é comercializado em comprimidos revestidos de liberação imediata, com dosagens altamente fracionadas para permitir o ajuste posológico preciso, variando de 1,25 mg, 2,5 mg, 5 mg a 10 mg.

Mecanismo de Ação

O bisoprolol exerce seus efeitos farmacológicos ligando-se competitivamente e com alta afinidade aos receptores adrenérgicos β1 localizados predominantemente no miocárdio, no sistema de condução cardíaco e nas células justaglomerulares renais. A sua seletividade pelos receptores β1 é aproximadamente 20 vezes maior do que a sua afinidade pelos receptores β2 adrenérgicos, que estão localizados principalmente na musculatura lisa brônquica e vascular.

Ao bloquear os receptores β1 cardíacos, o bisoprolol impede a ligação das catecolaminas endógenas (adrenalina e noradrenalina), resultando nos seguintes efeitos hemodinâmicos e eletrofisiológicos:

  • Efeito Cronotrópico Negativo: Redução da frequência cardíaca em repouso e durante o exercício, diminuindo o trabalho cardíaco.
  • Efeito Inotrópico Negativo: Redução da força de contração miocárdica, o que diminui o consumo miocárdico de oxigênio (MVO2), um fator crucial no tratamento da angina.
  • Efeito Dromotrópico Negativo: Lentificação da condução através do nó atrioventricular (AV), o que auxilia no controle de taquiarritmias supraventriculares.
  • Inibição da Secreção de Renina: O bloqueio dos receptores β1 nas células justaglomerulares renais reduz a liberação de renina, inibindo o sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA), o que contribui diretamente para a redução sustentada da pressão arterial sistêmica.

Diferente de betabloqueadores não seletivos como o propranolol, o bisoprolol, em doses terapêuticas habituais, tem influência mínima na resistência das vias aéreas (mediada por receptores β2) e nos processos metabólicos periféricos, como a glicogenólise e a liberação de insulina, tornando-o uma opção mais segura para pacientes com comorbidades metabólicas ou pulmonares controladas.

⚗️ Como Funciona no Organismo?

Farmacocinética e Farmacodinâmica

A farmacocinética do bisoprolol é caracterizada por uma excelente biodisponibilidade e uma meia-vida plasmática prolongada, o que viabiliza a comodidade posológica de uma única tomada diária, favorecendo a adesão do paciente ao tratamento.

Absorção e Biodisponibilidade

Após a administração por via oral, o fumarato de bisoprolol é quase completamente absorvido pelo trato gastrointestinal (> 90%). Devido ao seu efeito de primeira passagem hepática muito baixo (cerca de 10%), sua biodisponibilidade absoluta é de aproximadamente 90%. A absorção do fármaco não é afetada pela ingestão concomitante de alimentos. O pico de concentração plasmática (Cmax) ocorre entre 2 a 4 horas após a administração.

Distribuição

O bisoprolol é uma molécula moderadamente lipofílica. Apresenta um volume de distribuição de aproximadamente 3,5 L/kg, indicando uma ampla distribuição nos tecidos corporais. A taxa de ligação às proteínas plasmáticas é de aproximadamente 30%, o que minimiza o risco de interações medicamentosas por deslocamento proteico.

Metabolismo e Eliminação

O bisoprolol é eliminado do organismo por duas vias equivalentes (depuração balanceada): 50% da dose é metabolizada pelo fígado em metabólitos inativos através das isoenzimas do citocromo P450 (principalmente CYP3A4 e CYP2D6), e os outros 50% são excretados de forma inalterada pelos rins. Esta depuração equilibrada garante que pacientes com insuficiência renal leve a moderada ou disfunção hepática leve a moderada não necessitem de ajustes posológicos iniciais drásticos, uma vez que uma via compensa a redução funcional da outra.

A meia-vida de eliminação plasmática do bisoprolol varia de 10 a 12 horas, estendendo-se por até 24 horas em tecidos-alvo, o que garante eficácia terapêutica contínua ao longo de todo o dia.

Indicações Terapêuticas

O bisoprolol possui indicações clínicas robustas e amplamente respaldadas pelas principais diretrizes nacionais (Sociedade Brasileira de Cardiologia – SBC) e internacionais (ESC, ACC/AHA). Suas principais indicações incluem:

1. Insuficiência Cardíaca Crônica (ICC) Estável

O bisoprolol é indicado para o tratamento da insuficiência cardíaca crônica estável com disfunção sistólica ventricular esquerda (fração de ejeção reduzida). Nestes pacientes, o estado hiperadrenérgico crônico é cardiotóxico. O bisoprolol protege o miocárdio contra a superestimulação simpática, promovendo o remodelamento reverso do ventrículo esquerdo, melhorando a classe funcional (NYHA) e reduzindo significativamente as taxas de hospitalização e mortalidade cardiovascular.

2. Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS)

Utilizado como monoterapia ou em combinação com outras classes de anti-hipertensivos (como diuréticos, BRA ou IECA). É particularmente útil em hipertensos que apresentam estados hiperdinâmicos (taquicardia em repouso), doença coronariana associada ou alta ansiedade.

3. Doença Arterial Coronariana (Angina Pectoris)

No manejo profilático da angina estável crônica, o bisoprolol reduz a frequência e a gravidade dos episódios anginosos ao diminuir a demanda de oxigênio do miocárdio durante o esforço físico e o estresse emocional.

4. Usos Off-Label e Secundários

Embora não sejam as indicações primárias de bula, o bisoprolol é frequentemente utilizado na prática clínica para o controle da frequência cardíaca em pacientes com fibrilação atrial crônica ou flutter atrial, no tratamento de extrassístoles sintomáticas e no manejo de tremores essenciais ou sintomas somáticos de ansiedade (palpitações, taquicardia).

Posologia e Forma de Uso

Os comprimidos de bisoprolol devem ser administrados por via oral, preferencialmente pela manhã, com ou sem alimentos. Eles devem ser engolidos inteiros, com um pouco de líquido, e não devem ser mastigados ou triturados.

A posologia varia significativamente conforme a indicação clínica e exige uma estratégia de titulação cuidadosa, especialmente na insuficiência cardíaca, para evitar a descompensação aguda do quadro hemodinâmico.

Instruções de Titulação na Insuficiência Cardíaca Crônica

O tratamento da insuficiência cardíaca crônica estável com bisoprolol exige obrigatoriamente uma fase de titulação gradual. O paciente deve estar estável, sem sinais de congestão ativa ou hipoperfusão, e idealmente já em uso de doses otimizadas de um IECA (ou BRA) e um diurético. O esquema de titulação recomendado segue as etapas abaixo, com intervalos de pelo menos duas semanas entre os incrementos de dose, dependendo da tolerabilidade do paciente:

  1. Semana 1 e 2: 1,25 mg uma vez ao dia.
  2. Semana 3 e 4: 2,5 mg uma vez ao dia.
  3. Semana 5 e 6: 3,75 mg uma vez ao dia.
  4. Semana 7 a 10: 5 mg uma vez ao dia.
  5. Semana 11 e 12: 7,5 mg uma vez ao dia.
  6. Manutenção (a partir da Semana 12): 10 mg uma vez ao dia (dose máxima recomendada).

Durante esta fase, os sinais vitais (pressão arterial e frequência cardíaca) e os sintomas de agravamento da insuficiência cardíaca devem ser monitorados de perto. Caso ocorra hipotensão sintomática, bradicardia excessiva ou piora da insuficiência cardíaca, pode ser necessário reduzir temporariamente a dose de bisoprolol ou dos medicamentos concomitantes.

Contraindicações

O uso do bisoprolol é contraindicado em diversas situações clínicas onde o bloqueio dos receptores beta-adrenérgicos pode precipitar uma deterioração hemodinâmica grave ou comprometer funções vitais.

Contraindicações Absolutas

  • Insuficiência cardíaca aguda ou durante episódios de descompensação da insuficiência cardíaca que exijam terapia inotrópica intravenosa.
  • Choque cardiogênico.
  • Bloqueio atrioventricular (BAV) de segundo ou terceiro grau (em pacientes sem marcapasso artificial funcionante).
  • Síndrome do nó sinusal ou bloqueio sinoatrial.
  • Bradicardia sinusal sintomática (frequência cardíaca pré-tratamento inferior a 60 batimentos por minuto).
  • Hipotensão arterial sintomática (pressão arterial sistólica inferior a 100 mmHg).
  • Asma brônquica grave ou Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) em estágio avançado.
  • Formas graves de doença arterial oclusiva periférica ou síndrome de Raynaud grave.
  • Feocromocitoma não tratado (deve ser tratado previamente com um alfa-bloqueador).
  • Acidose metabólica.
  • Hipersensibilidade conhecida ao bisoprolol ou a qualquer componente da fórmula.

Efeitos Colaterais

Como todo medicamento de ação cardiovascular, o bisoprolol pode provocar reações adversas. Devido à sua alta cardioseletividade, a incidência de efeitos colaterais broncoespásticos e metabólicos é significativamente menor do que a observada com betabloqueadores não seletivos, mas ainda assim relevante.

Os sintomas de tontura, cefaleia e fadiga ocorrem predominantemente no início do tratamento ou durante incrementos rápidos de dose, sendo geralmente de intensidade leve e tendendo a desaparecer de forma espontânea dentro de 1 a 2 semanas após o início da terapia.

Interações Medicamentosas

O manejo clínico do paciente em uso de bisoprolol exige atenção estrita às interações medicamentosas, pois a coadministração de certas substâncias pode potencializar os efeitos hipotensores, bradicardizantes ou depressores da condução cardíaca.

Além das interações descritas, o uso concomitante de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), como o ibuprofeno ou o diclofenaco, pode atenuar o efeito anti-hipertensivo do bisoprolol devido à inibição da síntese de prostaglandinas renais vasodilatadoras e à consequente retenção de sódio e água.

Uso em Populações Especiais

A prescrição de bisoprolol para subgrupos específicos de pacientes deve ser pautada por critérios rigorosos de avaliação de risco-benefício e monitoramento clínico contínuo.

Gestantes (Categoria de Risco C)

O bisoprolol possui efeitos farmacológicos que podem causar danos à gravidez e/ou ao feto/recém-nascido. Em geral, os betabloqueadores reduzem a perfusão placentária, o que tem sido associado a retardo do crescimento intrauterino, morte fetal, aborto espontâneo ou parto prematuro. O recém-nascido de uma mãe tratada com bisoprolol deve ser monitorado de perto nas primeiras 72 horas pós-parto devido ao risco de hipoglicemia e bradicardia. Portanto, o bisoprolol não é recomendado durante a gravidez, a menos que seja estritamente necessário e após uma avaliação criteriosa do médico assistente.

Lactantes

Não há dados sobre a excreção do bisoprolol no leite humano ou sobre a segurança da exposição ao bisoprolol em lactentes. Portanto, a amamentação não é recomendada durante a administração deste medicamento.

Idosos

Em geral, não é necessário ajuste posológico inicial baseado apenas na idade avançada. No entanto, os idosos podem apresentar maior sensibilidade aos efeitos hipotensores e bradicardizantes do fármaco, além de uma maior prevalência de disfunção renal ou hepática subclínica, justificando uma titulação de dose mais cautelosa.

Insuficiência Renal e Hepática

Em pacientes com disfunção renal ou hepática leve a moderada, a eliminação balanceada do bisoprolol evita o acúmulo do fármaco. Contudo, em pacientes com insuficiência renal grave (depuração de creatinina < 20 mL/min) ou insuficiência hepática grave, a dose diária máxima não deve exceder 10 mg devido ao risco de acúmulo sistêmico.

Superdosagem

A superdosagem por bisoprolol manifesta-se clinicamente pela exacerbação de seus efeitos farmacológicos de bloqueio beta-adrenérgico.

Sinais e Sintomas

Os achados clínicos mais comuns em casos de intoxicação por bisoprolol incluem:

  • Bradicardia grave e progressiva.
  • Hipotensão arterial acentuada, podendo evoluir para choque cardiogênico.
  • Broncoespasmo (particularmente em pacientes com histórico de hiperreatividade brônquica).
  • Insuficiência cardíaca aguda.
  • Hipoglicemia (especialmente em pacientes diabéticos ou em jejum prolongado).
  • Distúrbios de condução cardíaca, como bloqueio atrioventricular de alto grau.

Conduta Médica e Tratamento

Em caso de superdosagem, o tratamento com bisoprolol deve ser interrompido imediatamente e o paciente deve ser encaminhado a uma unidade de terapia intensiva para monitorização hemodinâmica contínua. As medidas de suporte e terapia farmacológica específica incluem:

  • Bradicardia: Administração de atropina por via intravenosa (1 a 2 mg). Se a resposta for inadequada, pode-se administrar isoprenalina lentamente ou implantar temporariamente um marcapasso cardíaco transvenoso.
  • Hipotensão: Infusão de fluidos intravenosos e administração de vasopressores (como dopamina, noradrenalina ou dobutamina). O uso de glucagon por via intravenosa (5 a 10 mg) é altamente eficaz, pois ativa a adenilato ciclase por uma via independente dos receptores beta, restaurando a força de contração e a frequência cardíaca.
  • Broncoespasmo: Administração de broncodilatadores inalatórios agonistas beta-2 (como salbutamol ou fenoterol) e/ou aminofilina intravenosa.
  • Bloqueio Atrioventricular: Monitorização contínua e, se necessário, estimulação cardíaca artificial (marcapasso).

☠️ Superdosagem (Overdose)

🚨 Em caso de superdosagem: ligue imediatamente para o SAMU (192) ou vá ao pronto-socorro.

Medicamentos Genéricos e Similares

O mercado farmacêutico brasileiro oferece uma ampla gama de opções de fumarato de bisoprolol, garantindo acessibilidade econômica aos pacientes sem prejuízo da eficácia clínica. Os medicamentos genéricos e similares são submetidos a testes rigorosos de bioequivalência e biodisponibilidade farmacêutica exigidos pela ANVISA, garantindo que produzam o mesmo efeito terapêutico que o medicamento de referência.

O medicamento de referência no Brasil é o Concor®, produzido pela farmacêutica Merck. Entre os principais medicamentos similares equivalentes (EQ) e genéricos disponíveis nas farmácias brasileiras, destacam-se:

  • Icmed® (Biolab)
  • Biso® (Torrent)
  • Biospot® (Biosintética/Aché)
  • Fumarato de Bisoprolol (Genérico): Produzido por laboratórios de grande porte como Eurofarma, Medley, EMS, Neo Química, Sandoz e Germed.

A intercambialidade entre o medicamento de referência e os genéricos/similares equivalentes é garantida por lei e pode ser orientada pelo farmacêutico no ato da compra.

Comparativo com Medicamentos da Mesma Classe

Embora todos os betabloqueadores compartilhem o mecanismo básico de antagonismo dos receptores adrenérgicos, eles diferem significativamente em termos de cardioseletividade, perfil farmacocinético, propriedades vasodilatadoras adicionais e indicações aprovadas.

A escolha do betabloqueador ideal deve ser individualizada. O bisoprolol destaca-se pela sua altíssima seletividade β1 e pela facilidade de dose única diária, sendo excelente para pacientes hipertensos que também apresentam insuficiência cardíaca ou doença arterial coronariana estável.

Registro na ANVISA

O Fumarato de Bisoprolol está devidamente registrado na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) sob diferentes números de registro, a depender do fabricante e da concentração do comprimido. Como exemplo, o medicamento de referência Concor® possui o registro principal na ANVISA sob o número 1.0089.0342.

A classe de controle do medicamento enquadra-se na categoria de Venda sob Prescrição Médica, sem a necessidade de retenção de receita (receita branca comum de via única). Esta classificação reflete a necessidade de diagnóstico, prescrição e acompanhamento médico contínuo para garantir o uso seguro e eficaz do fármaco.

ANVISA — Agência Nacional de Vigilância Sanitária

🔗 Consultar no Bulário Eletrônico da ANVISA

Perguntas Frequentes sobre Bisoprolol

Onde Comprar Bisoprolol?

O bisoprolol é um medicamento amplamente difundido e pode ser adquirido em praticamente todas as redes de drogarias e farmácias físicas e online do Brasil. Por se tratar de um medicamento de uso contínuo para condições crônicas como hipertensão e insuficiência cardíaca, seu custo costuma ser acessível, especialmente nas versões genéricas.

Para a aquisição, é obrigatória a apresentação de receita médica simples (receita branca de via única). O preço médio do bisoprolol varia de acordo com a dosagem (1,25 mg a 10 mg) e a quantidade de comprimidos por embalagem (geralmente de 30 a 60 comprimidos), situando-se habitualmente entre R$ 15,00 e R$ 80,00.

Algumas apresentações do bisoprolol podem ser elegíveis para descontos através de programas de benefícios em medicamentos (PBM) oferecidos pelas indústrias farmacêuticas ou por meio de convênios com redes de farmácias. No Sistema Único de Saúde (SUS), o bisoprolol pode ser obtido gratuitamente em algumas farmácias municipais ou estaduais, mediante preenchimento de protocolos específicos de dispensação para insuficiência cardíaca ou hipertensão refratária, embora outros betabloqueadores como o atenolol e o metoprolol sejam mais frequentemente encontrados na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (RENAME).

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Fonte e revisão

Conteúdo baseado no Bulário Eletrônico da ANVISA, disponível em consultas.anvisa.gov.br. Publicado em 20/08/2026 e revisado em 20/08/2026. Encontrou alguma divergência? Avise a gente.

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